sábado, 13 de fevereiro de 2016

Uber vai pagar US$ 28,5 milhões a usuários por cobrança 'indevida' de taxa de segurança nas viagens


Postado em: 12/02/2016, às 19:41 por Redação
O Uber concordou em pagar US$ 28,5 milhões para encerrar duas ações coletivas relacionados à taxa "safe ride", que a empresa cobra dos usuários para cobrir despesas com segurança nas viagens. Conforme os termos do acordo, firmado na quinta-feira, 11, no Tribunal Distrital Federal de San Jose, na Califórnia, o Uber vai pagar cerca de 25 milhões de usuários do app de transporte particular nos Estados Unidos e reformular a taxa cobrada pela empresa a cada viagem.
O Uber já garantiu que irá rever a taxa e desembolsar algo em torno de US$ 1 para cada pessoa, valor que será pago aos que usaram o serviço entre 1 de janeiro de 2013 e 31 de janeiro deste ano. A empresa disse que irá utilizar a nova taxa para "cobrir custos relacionados à segurança, bem como custos operacionais adicionais que poderiam surgir no futuro", como prevê o acordo.
O principal rival do Uber, o Lyft, já realizou mudanças semelhantes. "Nenhum meio de transporte pode ser 100% seguro. Acidentes e incidentes acontecem", disse o Uber em comunicado. "É por isso que é importante garantir que a linguagem que usamos para descrever a segurança no Uber seja clara e precisa".
O acordo põe fim ao processo movido por Matthew Philliben e Byron McKnight, em 2014, sob alegação de que o Uber negligenciou na verificação das informações para o recrutamento de motoristas, que devem apresentar atestado de antecedentes.
No início de 2014, o New York Times denunciou que o Uber e Lyft, seu concorrente nos EUA, fizeram um forte lobby contra a verificação de antecedentes em tribunais em todo o país. Na época, parlamentares disseram que na pressa para recrutar motoristas, Uber e Lyft priorizaram velocidade em detrimento da qualidade na verificação de antecedentes.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A inovação e o intervencionismo do Estado


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Texto publicado na edição impressa de 08 de fevereiro de 2016
O Estado surgiu da necessidade de sobrevivência das pessoas, de perpetuação da espécie e de busca do bem-estar comum. O ente estatal só é o que é por ser válido intervir na sociedade, até à força, para alcançar os objetivos de sua criação: possibilitar um viver coletivo, pacífico, harmônico e cooperativo. O povo outorgou ao Estado esse grande poder de tutelar o direito de todos em prol do bem comum. Desse modo, é inaceitável um Estado com predominância de autonomia de vontade privada, particular ou de grupo específico, em prejuízo do bem de todos.
O Estado – único ente legítimo para tutelar direitos coletivos – pacifica conflitos ao intervir e fazer justiça a quem ele julgue ter razão. Por hipótese, essa seria a condição ideal para a humanidade, não fossem os desvios da intervenção estatal.
Mais que regulamentar o Uber, o papel dos Estados não é barrar inovações; é, sim, reduzir sua intervenção e respeitar mais a livre iniciativa
No Brasil, há situações dessa intervenção do Estado além da conta, distorcendo funções para as quais ele foi criado. Um exemplo significativo é a intervenção no surgimento de novas tecnologias. A história vem mostrando que as novas tecnologias se chocam com um pensar anacrônico, contrário a inovações, simplesmente porque elas permitem às pessoas fazerem as mesmas coisas de modo mais prático, eficaz e rápido.
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O Uber é um aplicativo que oferece excelente serviço de transporte urbano, fiscalizado e auditado pelos próprios usuários. Desde sua chegada ao Brasil, porém, suscitou polêmica com taxistas. A propósito, vale questionar: que vantagem há para o cidadão ter um serviço auditado e fiscalizado pelo Estado, se ele pode ter um serviço melhor, autorregulado e fiscalizado pelos próprios usuários? Se bem auditado pelo Estado, e se os taxistas em geral atendessem o cliente com frota nova e qualidade similar à que o Uber tem por norma ofertar, o novo serviço não seria uma forma de concorrência saudável? Para favorecer a concorrência – uma das funções do Estado –, não deveria ele estimular os taxistas a refletir sobre como superar o concorrente, prestando um serviço ainda melhor? É válido banir hoje o concorrente que soube inovar, após tanta inércia dos serviços existentes?
Mais que regulamentar ou não o Uber, o papel dos Estados no mundo todo não é barrar inovações; é, sim, reduzir sua intervenção e respeitar mais a livre iniciativa.
A bem da democracia, a sociedade precisa repor o Estado no seu devido lugar!
Marcos de Lacerda Pessoa, engenheiro civil, é mestre em Engenharia e Filosofia, Ph.D. pela University of Birmingham, pós-doutor pela University of Salford, especialista em Antropologia Filosófica, research fellow do MIT e membro do Centro de Letras do Paraná.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Uber pretende contratar 50 mil novos motoristas no Brasil


Informação foi revelada pelo gerente da empresa para a região central dos Estados Unidos, Canadá e América Latina, Andrew MacDonald.
UberO Uber anunciou que pretende adicionar 50 mil novos motoristas no Brasil, frente aos 10 mil cadastrados atualmente, apesar dos frequentes protestos e ataques de taxistas e questionamentos sobre a legalidade do serviço na justiça.
A informação foi divulgada pelo gerente da empresa para a região central dos Estados Unidos, Canadá e América Latina, Andrew MacDonald, em entrevista ao blog do jornalista Fernando Rodrigues.
Segundo o executivo, o Brasil é o país do mundo no qual o aplicativo de transporte privado individual tem uma de suas maiores taxas de crescimento, com expansão de 30% ao mês no país.
A expansão da empresa avaliada em bilhões de dólares acontece em meio à retração da economia. Em 2015, a renda média dos trabalhadores teve a primeira queda em 11 anos em um mercado de trabalho marcado por forte deterioração. A taxa de desemprego de 6,9% em dezembro foi a maior para o mês desde 2007.
No Brasil, o Uber opera atualmente nas cidades São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Campinas e Goiânia. MacDonald afirmou que a expansão da companhia no país vai ocorrer nas regiões norte e nordeste, em cidades com mais de 1 milhão de habitantes, segundo a entrevista confirmada pela companhia.