CADE: Regulador não existe para deixar setores tradicionais na 'zona de conforto'
Ana Paula Lobo ... 01/12/2015 ... Convergência Digital
Para o economista-chefe do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, CADE, Luiz Esteves, o órgão regulador não deve ser usado como 'zona de conforto' por segmentos produtivos. "Não é esse o nosso papel. Nós não podemos deixar nenhum setor numa posição confortável. O ponto de equilíbrio da regulação não é ser um atrator, mas sim um repulsor e, exatamente, por isso, não se pode saber se a regulação é boa ou não", frisou.
Esteves, que participou de debate sobre a economia compartilhada no 29º Seminário Internacional da ABDTIC, realizado na capital paulista, revelou que, na próxima semana, deverá ser conhecida a posição do CADE com relação à ação imposta pelos taxistas que denunciam a concorrência predatória do UBER. Há 10 dias, o CADE informou que vai fazer uma apuração de prática anticompetitiva dos taxistas com relação aos motoristas do UBER.
Em comunicado oficial, o órgão antitruste sugere abuso de direito de petição em ações movidas contra o aplicativo. Para o Cade, “enquanto controvérsia jurídica acerca da legalidade da Uber não for esclarecida, empresa deve ser considerada uma concorrente como qualquer outra”.
Esteves, que participou de debate sobre a economia compartilhada no 29º Seminário Internacional da ABDTIC, realizado na capital paulista, revelou que, na próxima semana, deverá ser conhecida a posição do CADE com relação à ação imposta pelos taxistas que denunciam a concorrência predatória do UBER. Há 10 dias, o CADE informou que vai fazer uma apuração de prática anticompetitiva dos taxistas com relação aos motoristas do UBER.
Em comunicado oficial, o órgão antitruste sugere abuso de direito de petição em ações movidas contra o aplicativo. Para o Cade, “enquanto controvérsia jurídica acerca da legalidade da Uber não for esclarecida, empresa deve ser considerada uma concorrente como qualquer outra”.
Na sua apresentação no seminário ABDTIC, Luiz esteves, sustentou que, na opinião dele, "é uma perda de tempo infeliz tentar buscar um modelo regulatório para a tecnologia. Para mim, é pouco provável que venha a dar certo". Assistam a apresentação do economista-chefe do CADE.